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Cobrança de créditos empresariais

Da negociação à execução, conforme o título e a situação do devedor

André Figueiredo Romero · 1 min de leitura

O caminho da cobrança depende menos do valor e mais de dois fatores: que documento comprova o crédito e o que existe de patrimônio do devedor. Título executivo permite ir direto à execução; a falta dele exige processo de conhecimento antes.

Título executivo ou ação de conhecimento

Duplicata, cheque, nota promissória, contrato assinado por duas testemunhas e instrumento público são títulos que permitem executar diretamente.

Sem título, é necessário primeiro obter o reconhecimento do crédito, o que muda prazo e custo. A ação monitória é uma via intermediária quando há prova escrita sem eficácia executiva.

Antes de processar

A cobrança extrajudicial e o protesto resolvem parte relevante dos casos, com custo menor e sem desgastar a relação comercial.

O protesto também produz efeito prático sobre o crédito do devedor, o que costuma antecipar a negociação.

A pesquisa patrimonial define a estratégia

Executar devedor sem patrimônio localizável consome tempo e custo sem retorno.

Por isso a análise da situação patrimonial e da existência de outras execuções costuma vir antes da decisão de ajuizar, e não depois.

O que costuma ser solicitado

Contrato, notas fiscais e comprovantes de entrega
Origem e existência do crédito
Títulos e duplicatas
Verifica a via executiva
Histórico de cobrança e correspondência
Constituição em mora
Dados cadastrais do devedor
Qualificação e pesquisa patrimonial
Garantias constituídas, se houver
Acelera a recuperação

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Perguntas frequentes

Por onde começa a cobrança?

Pelo documento. Título executivo permite ir direto à execução; a falta dele exige processo de conhecimento antes, para só então executar.

O que serve como título executivo extrajudicial?

O CPC lista as hipóteses, entre elas o cheque, a duplicata, a nota promissória e o instrumento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas.

Vale a pena protestar antes?

O protesto é medida de baixo custo que costuma antecipar a negociação, mas exige regularidade do título e atenção às consequências de um protesto indevido.

O devedor não tem bens. Adianta?

A pesquisa patrimonial antes de acionar evita custo sem retorno. Havendo indício de esvaziamento, existem medidas próprias a examinar.

Qual é o prazo para cobrar?

Varia conforme a natureza do crédito e o documento que o representa. A definição do prazo aplicável é uma das primeiras análises.

Acordo é melhor do que executar?

Depende do que existe de patrimônio e do custo do tempo. Acordo com garantia costuma ser preferível a execução sem bens localizados.

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