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Contratos empresariais

Obrigações, prazos, rescisão e garantias: o que costuma virar litígio

André Figueiredo Romero · 1 min de leitura

Contrato bem redigido não é o mais longo, e sim o que antecipa as situações que costumam gerar disputa. A revisão contratual parte do histórico de conflitos daquele tipo de negócio e trabalha as cláusulas que decidem o desfecho quando algo dá errado.

As cláusulas que decidem o litígio

Definição precisa do objeto e dos entregáveis, que é onde a maioria das disputas começa.

Prazos, forma de aceite e consequências do atraso.

Preço, reajuste, condições de pagamento e hipóteses de suspensão.

Rescisão: motivada e imotivada, aviso, multa e o que sobrevive ao término.

Garantias, limitação de responsabilidade e alocação de riscos.

Confidencialidade, proteção de dados e propriedade intelectual.

Foro, arbitragem e escalonamento de solução de conflitos.

Revisão de contrato já assinado

Também é frequente a análise de contrato em vigor, para identificar exposição e orientar a conduta durante a execução.

Nesse caso, o trabalho costuma incluir o exame da correspondência entre as partes, porque a prática pode ter alterado o que estava escrito.

O que costuma ser solicitado

Minuta ou contrato vigente e aditivos
Base da análise
Correspondência entre as partes
Prática efetivamente adotada
Documentos societários das partes
Capacidade e representação
Histórico de conflitos anteriores
Pontos a reforçar

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Perguntas frequentes

O que faz um contrato ser bom?

Não é a extensão. É antecipar as situações que costumam gerar disputa naquele tipo de negócio e definir com clareza o que acontece quando algo dá errado.

Quais cláusulas mais decidem o desfecho?

Objeto, preço e reajuste, prazo, rescisão, multa, limitação de responsabilidade, foro ou arbitragem, confidencialidade e tratamento de dados.

Modelo pronto da internet resolve?

Costuma criar problema justamente onde o negócio é específico: forma de pagamento, entrega, penalidade e responsabilidade.

Preciso de testemunhas na assinatura?

Duas testemunhas transformam o instrumento particular em título executivo extrajudicial, o que muda o caminho da cobrança futura.

Assinatura eletrônica vale?

A legislação brasileira admite a assinatura eletrônica, com efeitos que variam conforme o tipo empregado e a aceitação entre as partes.

Com que frequência revisar os contratos?

Sempre que mudar a legislação aplicável, o modelo de negócio ou quando um conflito revelar lacuna. A revisão periódica é mais barata que o litígio.

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